quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Cicatrizes
Maldita insegurança
Eclode e denuncia
Aquilo que não se deve esconder
O frio e a ânsia
Quase provam verdade
Daquilo que as veias se recusam a aceitar
Quanto disso é verdade?
Quanto disso é vaidade?
domingo, 13 de novembro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
domingo, 5 de setembro de 2010
Ainda não é hora
Essa noite não dormi bem. Fechei meus olhos por duas horas, sonhei inquieta com tudo aquilo que me aflige, acordei desnorteada. Normalmente, eu fico fantasiando histórias tristes, pra tentar dar uma razão à minha dor, e deixar que ela flua no meu rosto em lágrimas. Percebi que, dessa vez, não estou pronta pra isso. Como não acontece há muito tempo, não estou pronta pra enfrentar minha tristeza e deixar que minha alma se cure aos poucos. Eu sei que foi um final feliz, mas custou muito caro. Custou a proteção que construí a minha volta, custou os segredos que enterrei, custou uma esperança. Depois que abandonar esse escuro, vai ser tudo bem de novo, eu sei.Só não estou pronta para chorar.
terça-feira, 20 de julho de 2010
As flores e a estrada
sábado, 26 de dezembro de 2009
E acaba mais um ano...
Mudei alguma coisa de lugar. É quase o lugar certo, estou quase decidida de onde vou deixar. Parece estranho, mas talvez não seja tão ruim assim.
Troquei uma coisa pela outra. O lugar pelo menos está ocupado, acho que é assim que tem que ser, mesmo. Parece estranho, mas parece certo.
É um pouco apertado e desconfortável aqui, falta ar, falta luz, e faz frio. Mas quando entra um pouco de sol pela frestinha, é o melhor lugar do mundo.
Quem vive um drama como eu talvez saiba o que estou dizendo.
Quem vive num conto de fadas como eu talvez saiba o que estou dizendo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Às vezes eu não queria ser assim. Não queria pensar o tempo todo que preciso de alguém que me trate, que abra minha cabeça e me diga quem eu sou, o que eu devo fazer.
Não queria derramar todas as lágrimas que eu derramo, nem falar todas as mentiras que eu falo, por mais que quando eu diga, elas me pareçam verdade.
Não queria me encolher no chão, ou bater a cabeça na cama. Não queria jogar tudo pro ar, não queria olhar pra bagunça que eu faço.
Parece mesmo que tenho um parafuso a menos. Tenho medo. Medo que o poço se torne mais fundo, medo que o fundo fique mais raso, medo que o gole seja maior, e que o corte seja profundo.
Nunca sei o que realmente quero ver, ou o que vejo. Meus parâmetros mudam demais, minhas coisas mudam demais. É tudo demais.
Nem sempre sei se meu passado educou bem ou mal, só sei que não sou mais a mesma, e sei que nunca mudei.
Não se sinta mal por não entender, eu juro que também não entendo. E me desculpa se às vezes eu quero ir embora.